BLOG DO GABINETE

Filipe Barros pede que a ex-gerente de produtos do Facebook seja convidada para esclarecimentos na

O deputado federal Filipe Barros encaminhou hoje (15) requerimento à presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, para que sejam tomadas as providências necessárias com o objetivo de convidar a ex-gerente de produtos do Facebook, Frances Haugen, a prestar esclarecimentos junto à CCJC.


“São esclarecimentos importantes sobre a rede social Facebook e Instagran, sua política de dados, bem como sobre os demais escândalos de utilização de informações de usuários divulgados em importante jornal americano “Wall Sreet Journal”, e em toda mídia internacional e nacional”, afirmou Filipe Barros.


Frances Haugen, foi funcionária do Facebook entre 2019 e 2021 e, ao sair, fez graves denúncias documentadas a respeito da plataforma e entre elas, a de que o Instagram, rede vinculada ao Facebook, é prejudicial às crianças, mas que coloca o lucro acima de tudo em suas publicações.

“O conglomerado digital em questão atua como verdadeiro armazém de dados pessoais e sensíveis de bilhões de usuários, sendo milhões de brasileiros, por isso torna-se imperiosa a salvaguarda destes ante uma empresa cuja atuação vem sendo colada sob suspeita”, ressaltou Filipe Barros.


No requerimento, o deputado destaca que outros parlamentos ao redor do mundo têm se mobilizado para entender as denúncias e desenvolver legislações que regulem as plataformas digitais com efetividade.

O documento frisa ainda que o Facebook foi protagonista de denúncias de vazamentos de dados de milhões de pessoas e, recentemente, a plataforma, junto com empresas parceiras, saiu do ar por quase um dia inteiro, sem maiores explicações.


Mecanismo - Segundo o deputado Filipe Barros, nos últimos anos, observou-se um crescimento desenfreado de poder concentrado nas mãos de grandes empresas de tecnologia que gerenciam as maiores redes sociais do planeta, bem como outros serviços informatizados, tais quais compra e venda de produtos online, marketing digital e afins.


Além disso, há notório controle de narrativas imposto por algumas plataformas, sendo evidente, em diversas situações, a priorização de uma linha argumentativa em detrimento de outra, o que, em tese, fere o próprio espírito democrático da dialética e da livre manifestação de ideias.


“Este cenário se agrava ante o fato de que estas plataformas digitais possuem inegável apelo, principalmente entre o público mais jovem, ou seja, as redes sociais e demais plataformas digitais atuam como verdadeiros mecanismos de formação de opinião; precisamos preservar os dados pessoais de nossa população e sa saúde mental de nossas crianças e jovens”, justifica Filipe Barros.



2 visualizações0 comentário