Filipe Barros pede a responsabilização criminal dos envolvidos na invasão de igreja em Curitiba



O deputado federal Filipe Barros enviou hoje (09/02) ofício ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Gilberto Giacoia, solicitando pronta instauração dos inquéritos e a responsabilização na seara criminal de todos os envolvidos na invasão à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no dia 5 de fevereiro, em Curitiba.


“Um fato lamentável e não condizente com os preceitos mínimos de cidadania, de comum convivência e, principalmente, de tolerância religiosa”, afirmou Filipe Barros.

A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos foi sumariamente invadida por pessoas que participavam, originariamente, de uma manifestação convocada por Movimentos Sociais, conforme nota de esclarecimento do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), para repudiar o brutal assassinato do congolês Moïse Kabagambe, ocorrido em 24 de janeiro, no município de Rio de Janeiro.


No ofício, o deputado frisa que não há qualquer oposição à motivação originária da manifestação. O que houve foi uma evidente utilização de uma pauta inicial legítima para o cometimento de crimes, resultando na invasão ao templo religioso, com interrupção aos atos litúrgicos previstos para o dia, e tumultuando um espaço de celebração religiosa. O arcebispo da Arquidiocese de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo inclusive, divulgou nota pública confirmando que lideranças dos manifestantes instaram o grupo a comportamentos invasivos, desrespeitosos e grotescos.


Vídeos, matérias jornalísticas e uma representação por quebra de decoro parlamentar apresentada à Câmara Municipal de Curitiba, apontam que entre os responsáveis pela referida invasão está o vereador Renato Freitas, do PT.


O ofício enviado por Filipe Barros ao MP ressalta que a conduta retratada pelos envolvidos pode ser tipificada como crime contra o sentimento religioso, uma vez que a invasão efetivamente impediu e/ou perturbou cerimônia ou prática de culto religioso, conforme o artigo 208 do Código Penal, e como crime de intolerância e discriminação religiosa, de acordo com o artigo 20 da Lei no. 7.716/89.



0 visualização0 comentário