Audiência Pública sobre créditos de carbono recebe informações sobre mercado nacional

A Câmara dos Deputados, pelas Comissão de Minas e Energia (CME) e Comissão de Finanças e Tributação (CFT), realizou nesta terça-feira (5) Audiência Pública sobre créditos de carbono com o objetivo de debater o investimento pelo projetos que utilizarão a nova moeda global de preservação.


A audiência atendeu requerimento número 37/2022 da Comissão de Minas e Energia, de autoria do deputado federal Filipe Barros.


Participaram com convidados o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano; o vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, Antônio José Barreto de Araújo Junior, e o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), David Bomtempo.


“Trata-se de um debate de importância mundial pois estamos falando sobre um sistema de compensação da emissão de carbono ou outros gases de efeito estufa, como instrumento presente no mercado internacional e que tem capacidade de crescer muito no Brasil”, disse Filipe Barros, que é o 2º vice-presidente da CME e vice-líder do PL.


Participantes - Em sua explanação, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse que a agenda climática está no centro das estratégias do Banco e é uma pauta transversal a todas as linhas de negócios. “Trazer este tema, este insumo produtivo para a mesa de debate é uma grande oportunidade para o nosso país, pois o Brasil tem uma das matrizes de energia mais limpas do planeta e, além disso, tem a maior reserva florestal, uma das maiores biodiversidades do planeta; estes fatores nos colocam em grande vantagem competitiva neste novo mercado. É um novo ecossistema econômico e como temos vantagens neste cenário devemos acelerarmos nossa corrida tecnológica para dominarmos o conhecimento regulatório, científico e econômico sobre este ativo carbono é fundamental para o nosso posicionamento dentro destas cadeias produtivas globais”, disse Gustavo Montezano.


“O BNDES realizou no começo deste ano a primeira chamada pública de credito de carbono, compramos uma valor simbólico de R$ 10 milhões de reais para que a gente pudesse aprender no banco como fazer o lançamento contábil disso, como fazer a precificação do ativo, como fazer a chamada de capita, enfim, porque é um conhecimento que até o Banco Central do Brasil está também desenvolvendo; queremos fazer uma outra chamada ao longo deste segundo semestre, de R$ 50 milhões e a partir daí posicionar o BNDES como banco indutor e formador desse mercado no Brasil tal qual como fez com o mercado de capitais há 20 anos, onde atuou como indutor de escala naquele mercado de ações e hoje o mercado brasileiro de ações é um dos destaques de países emergentes”, afirmou o presidente.


O vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil Antônio José Barreto de Araújo Junior explicou que a instituição iniciou ações voltadas à sustentabilidade há mais de30 anos e que vêm evoluindo até chegarmos ao universo do crédito de carbono.


“São ações da porta para dentro e para o mercado. Internamente, hoje compensamos todas as emissões de carbono do próprio Banco e em nossa carteira de negócios do banco tudo que o Banco empresta tem um caminho de sustentabilidade; somos certificados com externalidade máxima, ou seja, quando emprestamos nos preocupamos em saber para quem a gente empresta, não apenas dentro da ótica bancária tradicional, mas também na ótica sustentável. Quando classificamos esta carteira hoje nosso balanço apresenta 1/3 desta carteira que são R$ 289, 4 bilhões de operações de crédito que carregam esta chancela, com a carteira mais sustentável da América Latina”, relatou Antônio Barreto que também agradeceu a oportunidade promovida pela Câmara para debater o tema.


O presidente da Confederação Nacional da Indústria, David Bomtempo, também informou que a agenda climática vem permeando todos os trabalhos da instituição que agrega 27 federações de indústrias, 1.300 sindicatos e quase 1 milhão de estabelecimentos cadastrados.


“Temos estruturado nosso trabalho pincipalmente no que se refere a orientar nosso público sobre as possibilidades de investimentos e financiamentos dentro desta agenda climática. Entre os vários produtos que a CNI disponibiliza, lançamos um guia de para o setor industrial sobre financiamento climático onde elencamos 16 grandes fundos e a ideia é explicar o passo a passo para que pessoas físicas e jurídicas tenham acesso às informações sobre o funcionamento deste mercado; lançamos também um e-book apresentando critérios informações para financiamentos direcionado para micro e pequenas empresas”, disse Bomtempo.


foto arquivo EBC







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